CODFISH WATERS

Insultos: uma nova ambição

Publicado em Portugal por António Luís Vicente, em 14 Abril, 2008

O meu problema com Alberto João Jardim não é tanto o recurso regular ao insulto, mas mais o pouco empenho que demonstra nesta actividade. Preferia que não insultasse. Mas já que o faz, era óptimo se fosse mais original e exigente. Este fim-de-semana referiu que os deputados da assembleia regional da madeira eram “um bando de loucos”. Directo mas pouco ambicioso.

Ainda por cima a história política e literária constitui uma inesgotável fonte de inspiração. Alguns exemplos:

  • “She plunged into a sea of platitudes, and with the powerful breast stroke of a channel swimmer, made her confident way towards the white cliffs of the obvious.”, W. Somerset Maugham
  • “He has no enemies, but is intensely disliked by his friends.”, Oscar Wilde
  • “He can compress the most words into the smallest idea of any man I know.”, Abraham Lincoln
  • “He loves nature in spite of what it did to him.”, Forrest Tucker
  • “His ignorance is encyclopedic.”, Abba Eban
  • “He uses statistics as a drunken man uses lamp-posts – for support rather than illumination.” Andrew Lang

Para treinar existe ainda este útil site que gera insultos Shakespeareanos.

2 Respostas

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  1. José Gomes André said, on 22 Abril, 2008 at 12:51 am

    Por curiosidade: a imagem que seleccionou é a do infame e célebre ataque de Preston Brooks a Charles Sumner, não é? Cumprimentos!

  2. codfish said, on 22 Abril, 2008 at 8:49 am

    Exactamente! Boa!
    António


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