Insultos: uma nova ambição
O meu problema com Alberto João Jardim não é tanto o recurso regular ao insulto, mas mais o pouco empenho que demonstra nesta actividade. Preferia que não insultasse. Mas já que o faz, era óptimo se fosse mais original e exigente. Este fim-de-semana referiu que os deputados da assembleia regional da madeira eram “um bando de loucos”. Directo mas pouco ambicioso.
Ainda por cima a história política e literária constitui uma inesgotável fonte de inspiração. Alguns exemplos:
- “She plunged into a sea of platitudes, and with the powerful breast stroke of a channel swimmer, made her confident way towards the white cliffs of the obvious.”, W. Somerset Maugham
- “He has no enemies, but is intensely disliked by his friends.”, Oscar Wilde
- “He can compress the most words into the smallest idea of any man I know.”, Abraham Lincoln
- “He loves nature in spite of what it did to him.”, Forrest Tucker
- “His ignorance is encyclopedic.”, Abba Eban
- “He uses statistics as a drunken man uses lamp-posts – for support rather than illumination.” Andrew Lang
Para treinar existe ainda este útil site que gera insultos Shakespeareanos.

Por curiosidade: a imagem que seleccionou é a do infame e célebre ataque de Preston Brooks a Charles Sumner, não é? Cumprimentos!
Exactamente! Boa!
António