CODFISH WATERS

O pavilhão burguês

Posted in Portugal by António Luís Vicente on 18 Maio, 2008

É bem sabido que a doutrina comunista reduz tudo à luta de classes. Mas é a primeira vez que vejo luta de classes entre pavilhões. José Saramago não concorda com o facto do grupo Leya (dono da editora dos seus livros) ter sido autorizado a fazer pavilhões melhores do que os outros. Até pode haver argumentos a considerar nesta questão – o efeito estético de ter dois tipos de pavilhões, por exemplo – mas usar termos como “discriminação” e “imponentes” e dizer que esta solução “exibe uma diferença de classes”, é entrar num certo exagero. Até porque independentemente do mérito desta solução específica, o facto é que claramente algo tem que mudar na feira do livro, que está parada no tempo e decadente. E a posição de força do grupo Leya tem pelo menos o mérito de iniciar a mudança. Ou será que é isto que Saramago quer preservar? É esta a “festa democrática”?:

 

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Uma resposta

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  1. Filipe António said, on 25 Maio, 2008 at 5:39 pm

    A questão quase se reduz a um mero simbolismo. É não deixar que os grandes demonstrem que são grandes, que “têm poder”, pelo menos durante a feira do livro. É um igualitarismo primário.


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