CODFISH WATERS

Fishtoon

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 12 Maio, 2008

Via Slate

Terá mesmo chegado ao fim?

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 9 Maio, 2008

João Jesus Caetano apresenta no Goodnight Moon cinco razões pelas quais a corrida democrata pode não ter chegado ao fim. Destaque para:

Clinton poderá vir a ter na Virgínia Ocidental e no Kentucky duas das três melhores perfomances eleitorais em todo o processo. Ninguém, no seu juízo completo, abandonaria a corrida dias antes de vitórias dessa dimensão.

 

Indiana e NC II

Posted in Uncategorized by Francisco Camarate de Campos on 7 Maio, 2008

11:59pm ET: Apesar de em menos de uma semana, Hillary Clinton ter recuperado de -3 para +2 na diferença face a Obama em Indiana, os resultados da candidata nos dois Estados que hoje tiveram Primárias ficaram longe de “se tirar o chapéu”. Parece que me enganei, peço desculpa. Obama foi quem desta vez renasceu das cinzas e obteve um óptimo resultado em North Carolina e um muito decente em Indiana. Será que apesar dos momentos menos conseguidos na campanha de Obama, os democratas ficaram fartos de tanta luta?

Those were the days…

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 21 Abril, 2008

Dando crédito à evolução do Wall Street Journal, vale a pena ler o artigo sobre os dias de luta política de Obama em Chicago e como estes influenciaram o candidato democrata às presidenciais americanas. Como diz Don Rose, um consultor político:

Chicago was his Harvard of politics. Had he gone to Cleveland or New York or Atlanta, it might have been a different path.

À volta deste tópico, está a discussão sobre a capacidade de Barack Obama de ser eficaz no combate contra os republicanos na campanha final de Novembro, assim como de perceber se é capaz de enfrentar a dureza de uma Presidência dos EUA. Este debate surge na sequência de algumas críticas em relação à performance de Obama nas últimas semanas durante a campanha para as primárias de amanhã na Pensilvânia.

 

 

Bill Richardson, Vice-Presidente?

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 3 Abril, 2008

Escrevi sobre a palestra em que estive presente, porque acredito que Bill Richardson é neste momento o candidato número 1 a Vice-Presidente, caso Obama vença a actual corrida com Hillary Clinton. Bill Richardson é para a campanha de Obama um importante complemento ao nível da comunidade hispânica e dos conhecimentos, e sobretudo a experiência, em política internacional. Bill Richardson, antigo Embaixador Americano nas Nações Unidas na era Clinton, participou várias vezes na negociação de sequestrados: por exemplo, Richardson disse-nos hoje que esteve a semana passada na Colômbia a assessorar o Presidente Uribe no conflito com as FARC. Obama por seu lado, apesar do seu judgement sobre o Iraque, é claramente um candidato mais focado nas questões domésticas. O seu comentário sobre a negociação com líderes controversos, apesar de provavelmente genuíno, deixou entender estar pouco oleado sobre o tema.

Richardson acrescenta assim a Obama duas componentes fundamentais. Em primeiro lugar, o poder eleitoral junto de Latinos. Depois o duplo valor de ter experiência em relações internacionais. Antes de mais, pelas competências que traz à campanha quando o candidato republicano é John McCain. Depois, pela complementariedade num possível futuro com Obama/Richardson como Presidente/Vice-Presidente, sobretudo quando os EUA têm que jogar nos próximos anos com mestria em dois tabuleiros: domesticamente, recuperar uma economia em recessão, e internacionalmente, reencontrar um rumo de certa forma perdido. Agora, dito isto, será que a campanha de Obama está em condições de (e quer) apresentar-se na corrida final com um dueto de candidatos oriundo de minorias?

Bill Richardson

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 3 Abril, 2008

Em virtude de me encontrar neste momento em Boston, tive hoje (ontem) a oportunidade de ver e ouvir Bill Richardson, que recentemente decidiu apoiar Barack Obama na corrida a candidato democrata à Casa Branca. Devo dizer que fiquei pouco impressionado em termos gerais com as respostas às várias perguntas que recebeu, talvez porque tivesse elevadas expectativas em relação a este Governador do Novo México. Disparou para todo lado com as medidas que gostaria de implementar se tivesse sido escolhido para Presidente, até que a certa altura o entrevistador teve que lhe perguntar: “mas aonde é que tem dinheiro para isso tudo?” Adicionalmente, mostrou conhecimentos apenas superficiais dos vários temas que abordou, excepto em termos de política internacional, a sua especialidade.

Nos temas interessantes, disse que apoiava Obama porque “there is something special about this man; don’t know what it is, but it’s good”. Não se alongou sobre políticas de Obama, nada, apenas justificou o seu apoio por acreditar que Obama vai mudar a imagem que o Mundo tem neste momento da América. Na pergunta de maior expectativa, se estaria interessado/tinha sido convidado para ser candidato a Vice-Presidente de Obama, riu-se e deixou entender com meias palavras que é o que espera com este apoio. Como conhecido negociador, talvez já tenha isso negociado no contrato de endorsement. Sobre o facto de ter sido comparado a Judas por James Carville, respondeu que os “Clintons have a sense of entitlement, but why should they be the ones again? There are others around that might want to have a voice as well”.

Ao nível de políticas concretas, na economia, foi confuso. Em relação ao Iraque, defendeu o envio de uma força de segurança das Nações Unidas, no seguimento de uma saída relativamente rápida dos EUA. Em termos de outras políticas internacionais, abordou com sobriedade uma intervenção por razões morais no Sudão, um diálogo com a Rússia e uma estratégia clara para a relação com o Irão.

Temos lutador?

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 5 Março, 2008

 

No tema do “what’s next” nas primárias democratas, a questão do momento é se Barack Obama vai (e é capaz) de responder aos ataques de Clinton que, segundo vários comentadores, foram essenciais para os resultados de ontem. Veja-se aqui e aqui. A questão é muito delicada. Vamos por partes.

Primeiro, atacar é bom. Pois, nem sempre. O International Heral Tribune dizia há pouco mais de uma semana o seguinte: “Clinton’s hard-edged instinct for negative politics has usually turned off the public”. O ataque do plagiarismo de Obama não me parece que tenha sido bem pensado, mas o da relação de Obama com o Canadá sobre a NAFTA, deve ter tido o seu efeito.

Depois, deve Obama atacar Hillary? Se o fizer, está a ir contra os seus princípios de uma nova forma de fazer política (aonde é que eu já ouvi isto?), mas caso não o faça, perde uma parte fundamental da forma de ganhar eleições. Obama está num forte dilema. Seguir o que apregoa ou fight back. Agora, com esta importante decisão, Obama mostrará se é ou não um líder forte e se é capaz de recuperar o momentum perdido.

Obama necessita de utilizar todo o capital intelectual do seu staff para criativamente atacar Clinton, sem invalidar os seus princípios. Por exemplo, o seu flyer sobre a opinião de Hillary sobre a NAFTA nos anos 90 não é um bom caminho. O anúncio de Hillary de que é a pessoa certa para atender o telefone na Casa Branca às 3 da manhã é o caminho certo. Não fala directamente de Obama, mas deixa entender que não está preparado. Obama respondeu, mas precisa de mais, precisa de ser o originador do debate. Obama para ganhar terá que evoluir do “hope” e “change” como Hillary evoluiu de “experienced” para “fighter”.

A corrida mais louca do mundo

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 5 Março, 2008

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Com a vitória clara de Clinton em Ohio e Rhode Island, a vitória de Obama em Vermont, e o empate técnico no Texas (neste momento em que escrevo ainda não há vencedor declarado), a ilação a tirar desta mini-Super-Tuesday é que a corrida democrata continua. As estatísticas valem o que valem, mas tenha-se em consideração que nas últimas ocasiões em que os democratas “arrastaram” a decisão final sobre o seu candidato até à Convenção Nacional (1952, 1972 e 1980), perderam sempre a eleição para Presidente.

NAFTA

Posted in Estados Unidos, Internacional by Francisco Camarate de Campos on 4 Março, 2008

 

Muito se tem falado nos últimos dias sobre a política económica dos candidatos democratas às eleições americanas, em especial de Barack Obama, e em particular sobre as suas ideias aparentemente mais proteccionistas como a renegociação com o México e o Canadá da NAFTA. Veja-se aqui e aqui. Tempo de campanha em Estados (Ohio) que viram perder um número elevado de trabalhos nos últimos tempos é propício a esta discussão. Tem razão a “estratega” republicana Mary Matalin quando diz que quanto mais as primárias democratas demorarem, mais à esquerda o debate se tornará, e mais benefícios colherá o candidato republicano.

Dito isto, para lá da semântica, o que sobra é que estas ideias, se levadas muito a sério, têm como problema principal “apenas” uma questão de mensagem do que valorizamos. Simplificando numa frase: se somos pró-globalização, então não deveríamos apregoar estas ideais proteccionistas. Esse é o argumento. Se não queremos ver as barreiras comerciais a subir, então não devíamos “falar” abertamente dos problemas da liberalização. Isto porque, na realidade, um aumento dos acordos de comércio internacional não promove grandes ganhos económicos. Com as quedas das tarifas internacionais dos últimos anos, já não há assim tanto a ganhar com a liberalização. Nas contas mais optimistas do Banco Mundial, uma liberalização total do comércio internacional apenas acrescentaria 0,8% ao PIB mundial de 2015! Até em relação à NAFTA os economistas têm tido dificuldade em calcular grandes benefícios para o México. Eu acredito que em acordos bilaterais haja ganhos mais significativos para as partes envolvidas (se se tiver em consideração acessos a mercados, relações privilegiadas, diversão de comércio de outros países), não são é necessariamente bons para todos (e têm de ser bem negociados!).

Assim sendo, o ponto é que o debate provavelmente já deveria ter evoluído para outra questão – já não deveria estar centrado na redução das tarifas, mas mais noutras formas de aumentar a integração mundial, como seja o mercado de trabalho ou, mesmo dentro das barreiras, outras que sejam menos aparentes (relações históricas entre países, distribuição, questões linguísticas, sistemas fiscais, etc).

The Ohio girl

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 29 Fevereiro, 2008

Gail Collins escreve sobre the boring Hillary Clinton:

If Hillary Clinton were a state, she’d be Ohio.

Does history repeat itself?

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 8 Fevereiro, 2008

Será que a história repete-se? Em 1976, Gerald Ford e Ronald Reagan foram para a convenção republicana de Kansas City sem nenhum dos dois ter delegados suficientes para garantir a nomeação. Ford na altura ganhou durante a convenção o apoio que necessitava por escassa margem, mas muitos questionaram-se à saída se seria o melhor candidato. The rest is history: Ford veio a perder para Carter na eleição para Presidente, que por sua vez perdeu para Reagan em 1980.

Com uma parte considerável das primárias democratas já realizadas, os dois principais candidatos têm uma margem de diferença muito escassa – 14 milhões de votos contados e menos de 0.5% de diferença entre Hillary e Barack. Neste ambiente, e com mais de três semanas até aos próximos grandes estados (dando a oportunidade a Obama de reduzir a diferença nestes estados face a Clinton), é necessário pôr alguns pontos na probabilidade de que se venha a ter uma convenção nacional democrata sem vencedor antecipado.

Nesse cenário, importante para Hillary Clinton, como o foi para Ford, será o seu apoio no seio do aparelho do partido – 193 super-delegados até ao momento contra 106 para Obama – já para não falar na possibilidade remota de Florida e Michigan virem a ser incluídos na contagem. Se com esses apoios decisivos Clinton vencer as primárias…aí, à saída da convenção, certamente muitos se perguntarão se nomearam the wrong girl.

Tsunami Tuesday – Democratas

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 6 Fevereiro, 2008

 

Com alguns resultados ainda em fase de confirmação, podemos tirar as seguintes conclusões iniciais e ideias para o que vem a seguir sobre a terça-feira gorda dos democratas:

1. A corrida ainda não acabou. Hillary ainda não ganhou a nomeação democrata, o que seria uma hipótese forte há não muito tempo atrás.

2. Hillary ganha grandes estados – Califórnia e NY – e consegue um óptimo resultado em Massachusetts, respondendo com números ao apoio de Ted e Caroline Kennedy a Obama.

3. Obama ganhou mais estados (13 – Alabama, Alaska, Colorado, Connecticut, Delaware, Georgia, Idaho, Illinois, Kansas, Minnesota, Missouri (ver abaixo), North Dakota, e Utah), mas menos delegados. Alguns dos estados em que ganhou foi através do sistema de caucus.

4. Obama ganhou por larga margem em estados denominados “red states”, dando voz ao argumento que é a solução que melhor poderá combater os republicanos nas eleições de Novembro.

5. Hillary aparentemente (ainda com 20% dos votos contados, mas já como vencedora) conseguiu um óptimo resultado na Califórnia. Hillary perde entre a comunidade branca! e negra, mas ganha em grandes números nos hispânicos e asiáticos. Dois terços dos latinos (25% dos votos) optaram por Clinton. Em Nova York pesam menos (10% dos votantes), mas escolheram-na ainda em maior número – 75% Hillary. Se Obama quer ganhar o partido, necessita de ganhar esta comunidade. E não está a faze-lo.

6. Em Missouri há um impacto técnico. Com 99% dos votos contados, não há um vencedor declarado, embora Obama esteja à frente com 6500 votos de distância em mais de 800 mil. Este estado é importante por ser considerado o mais próximo da vontade geral do país. Basicamente é mais uma indicação que os votantes nas primárias democratas estão totalmente divididos entre os dois candidatos.

7. E agora? Próximos estados podem favorecer Obama – Louisiana e Nebraska dia 9, Maine caucus dia 10, e DC, Maryland e Virginia dia 12.

8. Hillary continua a ser favorita. Com a vitória clara na Califórnia, Hillary tornou uma noite que lhe poderia ter causado alguns amargos de boca num bom resultado. Algumas dúvidas para o futuro: Que estratégia para os próximos estados antes de se chegar ao Texas em Março? será para Clinton suficiente para “ganhar o partido” vencer estas eleições com vantagem mínima? O que pretende fazer a Bill se vier a liderar os democratas?

Tsunami Tuesday!!

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 5 Fevereiro, 2008

Talvez o melhor resumo numa única página do que está em causa neste dia: número de delegados por Estado por partido, regras por Estado por partido e últimas sondagens. Provavelmente para a Califórnia teria as minhas dúvidas em colocar a sondagem da SurveyUSA (53% Clinton, 41% Obama), que contradiz (pelo menos em magnitude da diferença) as restantes sondagens.

Super Tuesday states
Super Tuesday states
February 5, 2008

Via LA Times

Tsunami Tuesday update

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 2 Fevereiro, 2008

Hillary aparece mais destacada nas últimas sondagens, já pós desistência de Edwards. Aqui e aqui.

Tsunami Tuesday

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 1 Fevereiro, 2008

Entre outras, a caminho do Super Tuesday 2008, vale a pena estar atento às seguintes questões nas primárias democratas:

De que lado é que vão estar os apoiantes de Edwards?

  • sindicatos devem apoiar Clinton
  • white males do lado de Obama
  • será que vai existir uma tendência clara?

Que consegue Obama fazer no Estado da Califórnia?

  • Obama está a contar aqui com o apoio de independentes e pessoas que até agora nunca votaram em primárias de forma a poder surpreender nos resultados. Neste momento procura cativar os latino-americanos tradicionalmente pró-Clinton.

Que impacto tem o apoio da família Kennedy em Estados como Massachusetts?

Que vai acontecer nos Estados de maior incerteza – Minnesota, Tennessee, Connecticut e em menor escala Missouri e New Jersey?

[Nos republicanos, as sondagens indicam McCain como vencedor e em muitos estados como Nova York existe a regra de que o vencedor elege todos os delegados à Convenção.]

Hillary Clinton

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 19 Janeiro, 2008

 

Talvez seja o meu prudente pessimismo, mas vejo a América virar-se neste momento para Hillary. O tema da potencial recessão chegou estas últimas semanas aos cafés, ampliado com a discussão do pacote de retoma. As pessoas começaram a ficar assustadas. Para mais sobre o tema, ver aqui, aqui e aqui. Os americanos estão cansados das políticas actuais e querem mudança. Querem mudança, mas querem-no para um porto seguro. Não querem entrar em aventuras. Querem voltar a uns tempos em que já foram felizes. Não querem grandes saltos. Querem ver a América onde estava antes de entrar no novo milénio. Vamos ver se se confirma. Na sensibilidade em que estas eleições andam, tudo vale e South Carolina pode vir a mudar alguma coisa, já que os afro-americanos parece que já decidiram quem apoiar.

Clinton e Romney

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 19 Janeiro, 2008

Projecções põem  Clinton e Romney a ganhar em Nevada. Acompanhe aqui e aqui.

Hillary a ganhar terreno

Posted in Estados Unidos by Francisco Camarate de Campos on 19 Janeiro, 2008

 

Prediction markets a pôr dinheiro na Hillary para Nevada. Vejam o gráfico da última semana. Os caucus democratas deste Estado começam hoje às 17h00 portuguesas.