CODFISH WATERS

Sócrates na Venezuela

Posted in Internacional, Portugal by codfish on 15 Maio, 2008

Solicitámos a Federico Ortega, economista venezuelano, que escrevesse sobre a visita de Sócrates ao seu país. Federico estudou na Universidad Católica Andrés Bello, tendo trabalhado como economista, entre outros projectos, na Corporación Andina de Fomento. Ele está neste momento a terminar um mestrado em administração pública pela Universidade de Harvard e escreve regularmente para o blog venezuelano Economía, Política y Petróleo. Aqui fica o texto que nos enviou, que muito agradecemos:

Francisco me pidio que escribiera unas lineas sobre el acuerdo firmado entre el Primer Ministro Socrates y el Presidente Chavez esta semana. Aunque no soy necesariamente un experto en estos temas, espero que encuentren valor en estas ideas escritas desde la perspectiva venezolana.

A manera de contexto, lo primero que diria es que este acuerdo no es de ninguna manera extraordinario. El mismo se enmarca dentro de una serie de acuerdos firmados en anos recientes con otros gobiernos “amigos” del venezolano. Se han firmado acuerdos similares con Cuba, Londres, Massachusetts, Brasil, Bolivia, Nicaragua, entre otros. Que es lo que tienen en comun estos sitios? que son gobiernos de izquierda, que comparten (con claros y a veces marcados matices) la ideologia del presidente Chavez, y estan en posicion de proporcionar un apoyo a la imagen internacional de la revolucion bolivariana. La mayoria de los acuerdos involucran de alguna manera provision de petroleo, nuestro principal commodity, garantizando condiciones beneficiosas para el comprador como pago a credito, descuentos o pagos a traves de bienes y servicios. Con Argentina se intercambia petroleo por carne, con Cuba por medicos y con Londres por consultores expertos en trafico. Los acuerdos tambien suelen incluir contratos publicos para empresas extranjeras, como construccion de infraestructura o inversiones conjuntas en hidrocarburos o mineria.

Hay dos puntos que me parece importante resaltar de estos acuerdos. En primer lugar que representan casi una internacionalizacion del mismo sistema clientelista que existe en Venezuela. La politica internacional bolivariana es netamente transaccional; si se es amigo del gobierno se recibe ayuda economica, si se critica, se entra al grupo de los “imperialistas”. Y aunque Venezuela siempre ha hecho diplomacia con petroleo, ayudando tradicionalmente a paises pobres de la region, lo que pareciera ser innovador es que lo que se pide a cambio no es necesariamente un apoyo a los interes del pais, sino a los de la revolucion. En segundo lugar, aclararia que no todos los apoyos son iguales. Con Cuba, Bolivia y Nicaragua la relacion es mas estrecha, en parte por la cercania ideologica entre los jefes de gobierno. Con ellos, los acuerdos se han enmarcado dentro del esquema de la Alternativa Bolivariana para las Americas (ALBA), un esquema de integracion regional. Con otros paises, los apoyos dependen de lo que el pais pueda ofrecer. Con Brasil y Argentina la entrada al MERCOSUR es una carta importante, con Londres y Boston se busca mejorar la imagen de Venezuela en el mundo, con Rusia se buscan armas y con Portugal creo que se busca que juegue un rol de advocacia dentro de la Union Europea. Luego de la disputa con Espana, Portugal se convertiria en el aliado mas importante del gobierno en Europa.

La pregunta mas relevante para Portugal es, sera este un acuerdo beneficioso? Los beneficios son claros, buenos negocios, petroleo barato, nada malo ahi. Los costos son mas dificiles de medir. Por un lado, apoyar publicamente a la revolucion bolivariana puede ser incomodo, y si Chavez se redicaliza mientras vaya perdiendo poder, los costos se podrian incrementar. Estos costos pueden ser domesticos (aprovechado por la oposicion) e internacionales (quedando mal ante la comunidad internacional). En fin, no es facil calcular el efecto neto, sin embargo creo que podriamos tomar el caso de Brasil como una buena referencia. Brasil es el pais que ha firmado los mas jugosos acuerdos de costruccion de obras publicas, joint ventures petroleros, y exportaciones a Venezuela. Esto ha tenido costos para Lula, pero lo ha sabido manejar bien. Cuando se han incrementado las criticas en la oposicion, Lula ha logrado utilizar la coalicion de empresaros que se benefician por los acuerdos. Internacionalmente aunque tambien ha sido criticado, ha presentado su posicion como la de mediador, sin otorgar un apoyo incondicional, pero sirviendo de puente entre los “imperialistas” y Hugo. En definitiva, creo que Brasil se ha beneficiado mucho de su relacion con Chavez y me atreveria a decir que, despues de Cuba, es elpais que ha obtenido los mayores beneficios. Le podra ir a Portugal tan bien? considerando que esta en una posicion diplomatica todavia mas comoda -no siendo vecino- no veo porque no. Aunque definitivamente hay riesgos de que los costos se incrementen ante una radicalizacion de la revolucion, creo que vale la pena arriesgarse. Los beneficios obtenidos son largos, parecen valiosos y dificiles de quebrar. Mi impresion es que Socrates esta aprendiendo las lecciones de Lula y esta haciendo un buen negocio.

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As tentações de mudança na educação

Posted in Portugal by Francisco Camarate de Campos on 20 Fevereiro, 2008

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Os professores vão fazer uma manifestação nacional em sinal do seu descontentamento contra as políticas “autistas” da Ministra da Educação. Os “docentes”, como todos nós, habituaram-se a não apreciar muito essa coisa chamada “trabalhar”, e por isso não há nada como fazer umas greves e umas manifs para apanhar um pouco de sol. Não, não é isso!! Desta vez o sindicato preparou-se de antemão para as críticas e decidiu fazer a manifestação num sábado!! Muito obrigado pela consideração pelos nossos alunos, sinceramente, foram uns queridos.

As mudanças (não gosto da conotação que ganhou a palavra reforma) nos sistemas educativos são uma verdadeira trabalheira em qualquer parte do mundo. Teria sido mais fácil se os vários países (entre os quais Portugal) não tivessem compensado a inicial falta de condições para ensinar com a introdução de mordomias e regalias que neste momento são muito difíceis de alterar. Mas agora já não há nada a fazer em relação a isso. Os salários já aumentaram, mas as regalias ficaram.

Agora é obviamente necessário intervir, mas como se prova tanto cá, como por exemplo aqui, é muito difícil combater os poderes instalados da “classe”. Muitos a todo o momento dirão que as alterações devem ser graduais, outros dirão que se devem ser muito agressivas…é difícil encontrar o adequado equilíbrio e é certamente difícil encontrar as normas mais acertadas…mas também difícil é ser contra o princípio de avaliação de desempenho dos docentes ou de alinhamento dos interesses dos professores com os dos alunos. Difícil, mas há e haverá quem ainda hoje de “umbigo” feito se orgulhe da “fibra de ser contra as medidas” e que “refile” de quem sucumbe “às óbvias tentações” da mudança.

Agora neste ambiente, começo a concluir, que por um lado que ainda bem que não há real oposição em Portugal (pelo menos neste campo). Se Sócrates precisasse mesmo dos votos da esquerda era certo que nenhuma destas mudanças acabariam por ser realizadas no próximo ano e meio, como já se provou pelo sofrido destino que levou a Saúde. Dúvido que o governo vá muito longe na introdução de reformas porque os sindicatos continuam com a vantagem de que cada das suas “manifs, greves ou vigílias” ter muito mais audiência jornalística que qualquer decisão do governo. Mas pelo menos a tranquilidade política dá-nos alguma esperança que algo seja feito. Seria talvez útil para isso que o governo se auto-reanimasse, passasse algumas das propostas reformas, e deixasse de vez o estado moribundo com que entrou neste ano de 2008.

Secção “Livros sobre Portugal”

Posted in Portugal by Francisco Camarate de Campos on 19 Fevereiro, 2008
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No Público:

Qual é o balanço que José Sócrates faz dos seus três anos de Governo, que se cumprem amanhã? Positivo, muito positivo. Que imagem tem o primeiro-ministro da sua acção e das suas políticas? Reformistas. Alguma coisa correu mal? Não, tudo correu lindamente.