CODFISH WATERS

Secção “Livros sobre Portugal”

Posted in Portugal by António Luís Vicente on 9 Maio, 2008

«Pode esta censura ser rejeitada na Assembleia da República, mas sem dúvida é aprovada no país» [líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares]

Codfish Political Marketing

Posted in Portugal by António Luís Vicente on 18 Março, 2008

PCP faz duro ataque à política de “arrogância”, do “quero, posso e mando” na Educação (Público)

(imagem: campanha da TMN, via final encounter)

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Vá lááááa, só mais um…

Posted in Portugal by Francisco Camarate de Campos on 10 Fevereiro, 2008

 

Carvalho da Silva está de saída da CGTP pois, nas suas palavras,

é necessário renovação e rejuvenescimento.

aliás não está…ou antes, está mas só em 2012.

Carvalho da Silva entrou naquele conversa típica de quem tem o poder há muito tempo. Tipo “olhem que me vou embora, vejam lá se é isso que querem”, “como é que pensam combater o poder instalado no PCP….quero dizer, no governo!”, “Está bem, talvez fique, mas só se uma vaga de fundo aparecer, quem sabe, vamos ver” “Eu já ía para casa, mas apareceu um movimento expontâneo…” Um exemplo que me vem à cabeça deste género de “ameaça” é Pinto da Costa, que em todos os mandatos diz que é o ultimo.

No caso de Carvalho da Silva que já lidera a CGTP há mais de 20 anos, talvez fizesse sentido deixar-nos ouvir a voz dos mais jovens. Por muito que ele acredite que “ainda tem um contributo a dar ao sindicalismo”, parece-me que o que não fez em 22 anos, é provável que o não faça nos próximos quatro. Não sei se apareceria alguém melhor, mas muito pior também não deveria ser.

Entretanto, com esta preocupação de renovar, a CGTP tem agora uma regra que pessoas com mais de 60 anos não se podem candidatar ao Conselho Nacional, introduzindo na organização o que nos “obrigam” a fazer. Carvalho da Silva está lá quase, mas aguenta-se por uns meses (faz anos em Novembro). Quiçá isto lhe faça pensar que há mais quem trabalharía com gosto para lá dos 60.

Carvalho da Silva diz ainda

Uso aquela imagem velha que todos repetem. Nenhum português deve abdicar dos seus direitos sociais e políticos, os seus direitos cívicos, mas as minhas ambições são os desafios do dia-a-dia e agora sou sindicalista empenhado.

Tradução: “Todos os jogadores gostavam de jogar num grande como o Benfica, e eu não fujo à regra, mas neste momento só penso no Desportivo das Aves”.

Isto, sim, faria sentido. Se quer realmente continuar activo na vida política, então está na altura de dar o salto: deixar de andar a brincar às manifs e candidatar-se a cargos políticos. Quer dizer, se o deixarem.