CODFISH WATERS

Oito meses num gráfico

Posted in Estados Unidos by António Luís Vicente on 11 Junho, 2008

Este gráfico do Wall Street Journal é uma boa ilustração e resumo das primárias democratas. O artigo faz uma excelente autópsia da campanha de Clinton. (via Andrew Sullivan):

Obama-Bloomberg

Posted in Estados Unidos by António Luís Vicente on 9 Junho, 2008

Pouco provável, mas para mim este seria o “ticket” ideal:

Obama, Brzezinski, Cirincione, Power

Posted in Estados Unidos by António Luís Vicente on 16 Fevereiro, 2008

Quatro nomes fora do comum que poderão estar no centro da política externa americana nos próximos anos*. 

Este artigo faz um bom resumo das diferenças no pensamento sobre política externa dos dois principais candidatos do partido democrata.

Num certo sentido a equipa de Hillary é mais “segura” e mais previsível. É constituida por pessoas que estiveram na administração do marido. A grande figura é Richard Holbrooke, que tem uma enorme experiência de “diplomacia em acção” e é talvez o mais eficaz negociador e mediador diplomático americano. Tanto Holbrooke como as outras figuras da equipa de Hillary são menos “puras” em relação ao Iraque do que as pessoas à volta de Obama, o que é coerente, aliás, com as posições de ambos candidatos. A equipa de Hillary tem sido, em geral, caracterizada como um pouco mais “hawkish” do que a de Obama.  

Mas as comparações complicam-se devido à figura central entre os conselheiros de Obama – Zbigniew Brzezinski. Trata-se de uma das personalidades mais interessantes e controversas da diplomacia norte-americana. Se Holbrooke é um homem de acção, Brzezinski é um intelectual. Este anterior National Security Advisor de Carter tem assumido posições complexas e subtis ao longo da sua carreira e levanta mais incógnitas do que os outros advisers, tanto de Clinton como de Obama. Um aparte: não deixa de ser extraordinário que grande parte da força intelectual ainda dominante na política externa americana tenha sido lançada, para o bem e para o mal, por Nixon/Gerald Ford e por Carter – não me lembro de mais nenhuma área política dominada ainda por personalidades dessa época. Tanto a administração Bush I e II como a Clinton I e a possível Clinton II ou Obama I (e talvez daqui a uma decada e meia Obama II, com a Michelle!) foram/são dominadas por pessoas que se “fizeram” nesses dois governos (e portanto num contexto de guerra fria).

Enquanto principal conselheiro de Carter, Brzezinski era claramente mais “hawkish” e menos idealista do que o partido democrata e mesmo do que o presidente. Apoiou Bush pai (Madeleine Allbright, parte da actual equipa de Hillary Clinton, apoiou na altura Dukakis). Mais recentemente foi um dos principais críticos da “war on terror” de George W. Bush, principalmente da invasão do Iraque. Tema a retomar! 

Via Wikipedia – Brzezinski é o (único) sorridente, atrás de Carter   

* – Embora neste momento ache que McCain vai ganhar…

Death by PowerPoint

Posted in Estados Unidos by António Luís Vicente on 16 Janeiro, 2008

Lincoln prepara-se para o discurso de Gettysburg

Se chegar à Casa Branca Mitt Romney não será só o primeiro presidente Mormon. Será também o primeiro “consultor”. Romney começou a sua carreira profissional na BCG e depois passou para outra grande consultora, a Bain & Company. Mais tarde ajudou a fundar a foi durante largos anos CEO da Bain Capital, um spin-off da Bain.

Numa interessante entrevista concedida ao Wall Street Journal em Novembro do ano passado, Romney revela o que podemos esperar de um presidente-consultor:

When asked for details about how he would reduce the size of government if elected, he mentions two things: The organizational chart of the executive branch, and consultants. “There’s no corporation in America that would have a CEO, no COO, just a CEO, with 30 direct reports.”

Running a government organized like this is, he explains, impossible. “So I would probably have super-cabinet secretaries, or at least some structure that McKinsey would guide me to put in place.” He seems to catch a note of surprise in his audience, but he presses on: “I’m not kidding, I probably would bring in McKinsey. . . I would consult with the best and the brightest minds, whether it’s McKinsey, Bain, BCG or Jack Welch.”

Descontando os aspectos mais caricaturais da consultoria, amplamente reproduzidos por observadores mais cínicos – o managementspeak, os gráficos pretensiosos, o “management by powerpoint” – existem determinados contextos empresariais e também da administração pública, nos quais uma boa equipa de consultoria pode ser determinante para a eficácia das decisões. Mas grandes decisões políticas e mesmo empresariais pouco ganham com os requentados e esquematizados modelos habitualmente usados pelas consultoras. A questão não é simples: certas recomendações pecam por excessiva simplicidade, o que retira do processo algumas nuances importantes; outras recomendações ou modelos, pelo contrário, pecam por uma excitação analítica e quantitativa (“científica”) que introduz uma complexidade desnecessária e exclui o elemento humano, o instinto, etc. Mas o maior perigo é quando estes modelos, pela sua sofisticação, conduzem a uma excessiva confiança nos processos de decisão. O grande pecado de alguns consultores é alimentar o desejo que os clientes têm de ter “certezas” e “soluções”. Alguns consultores abusam desse desejo, outros tentam refreá-lo. Muitos acreditam mesmo que estão a fazer recomendações ciêntificas. Qual destes consultores será Romney?

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McBain

Posted in Estados Unidos by António Luís Vicente on 16 Janeiro, 2008

Romney ganha em Michigan. Resultados.

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